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Félix de Azara

Convocação 2009

 
 

Félix de Azara

Sua biografia, apaixonante como poucas, nos mostra o caráter de um estudioso da natureza, um amante do meio natural que lhe viu nascer e com o qual conviveu por toda sua vida. O governo de Huesca ao escolher seu nome para caracterizar toda a atividade dirigida à conservação do ambiente, quer resgatar e difundir sua memória e sua ação como precursor do interesse que através dos tempos os cidadãos do Alto Aragon têm demonstrado por seu território.
 
 
  Nasce em 1742 em Barbuñales, no seio de uma ilustre família. Seu pai, Alejandro de Azara y Loscertales, foi senhor de Lizana e seus irmãos ocuparam postos relevantes na Espanha do século XVIII.

Começa seus estudos na casa paterna, para mais tarde ingressar na Universidade de Huesca, onde se interessou pelos estudos literários. O erudito em que mais tarde converteu-se foi forjando-se por meio das conversas que mantinha com amigos e da leitura.

Em 1761 opta pela carreira militar. A escolha será fundamental para seu futuro como cientista porque naquela época a matemática e a ciência moderna somente eram estudadas nos centros militares, nas Academias ou no chamado "seminário de Nobres".

Seu trabalho o levará a percorrer toda a geografia espanhola. São estes os anos da grande ilustração: idéias com as quais Félix de Azara sente-se profundamente identificado.

É esta vocação e sua preocupação pelo atraso no qual vive a população que o levará a criar a “Real Sociedad Aragonesa de Amigos del País”, a exemplo da sociedade criada um ano antes em Madri.
   
  Em 1781 é enviado para a América na qualidade de topógrafo e como integrante de una comissão mista hispano-lusa, que deverá mediar os problemas decorrentes do processo de estabelecimento de fronteiras nos territórios colonizados pelas duas potências presentes na região: Espanha e Portugal.
Começa a elaboração de um mapa do Paraguai, território para o qual havia sido destinado, estudando o entorno natural, sua fauna, sua flora, seus moradores, assim como as possibilidades de sua geografia.

Depois de seu regresso à Espanha, refugiou-se na sua cidade natal, Barbuñales, onde se dedicou a organizar seus papéis e a colaborar com a Sociedade Aragonesa de Amigos do País. Para essa Sociedade escreve dois informes em 1818: "Las pardinas del Altoaragón" y "Los olivos de Alquézar y sus aldeas".

Em outubro de 1821 morre vítima de pneumonia. Este cidadão universal do Alto Aragon entrou para a história imortalizado por seu amigo Goya. Seus restos mortais repousam no mausoléu dos Lastanosa, na Catedral de Huesca.
 
 
   
 
 
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